Volume de negócios volta a diminuir no mercado físico do boi gordo


O volume de negócios no mercado físico do boi gordo voltou a diminuir essencialmente por uma clara retração dos compradores nestes últimos dias. O mercado atacado registra um baixo consumo, o que eleva a insegurança dos compradores quanto ao efetivo comportamento dos preços em médio prazo, notadamente porque a situação macroeconômica continua se deteriorando. 

As oscilações nos preços da arroba ainda são minoria e ocorrem no sentido da baixa. As indústrias frigoríficas de menor porte, até certo ponto de forma paradoxal, enfrentam escassez de oferta de animais prontos para abater, pois carentes de maior flexibilidade nos seus processos de compra, acabam por se verem forçadas a pagar mais que as de grande porte e isto começa claramente a comprometer a continuidade das suas operações.

Por outro lado, as indústrias frigoríficas de maior porte continuam tentando, e nos últimos dias conseguindo, pressionar os preços para baixo ao se posicionarem no mercado de maneira menos ativa, trabalhando com lotes adquiridos a termo, e em vários casos, fazendo uso de animais de confinamentos próprios.

No mercado atacado, as vendas continuaram fracas e os preços estáveis. As expectativas são de uma modesta melhora no consumo a partir do início da próxima semana. O mercado passou a depender de um melhor desempenho das exportações, a qual registrou modesta recuperação em junho passado. Segundo dados da Secex, os embarques de carne de bovina in natura totalizaram 90,5 mil toneladas em junho, desempenho 6,7% acima do exportado em maio.

Fonte: FNP

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