Paraná revigora a base da bovinocultura


O Paraná investe na base da cadeia da carne bovina para impulsionar o setor. Com o décimo maior rebanho do Brasil e apenas 2% de participação no volume das exportações nacionais, a bovinocultura do estado se deu conta de que precisa melhorar o desempenho das matrizes e produzir mais bezerros.

Oficialmente em vigor desde a última semana, o Plano Integrado de Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte traça uma série de metas para melhoria desse elo da produção até 2025. Estão na mira do programa índices zootécnicos como idade do primeiro parto, taxa de prenhez, de natalidade e mortalidade.

Com a expansão do cultivo de soja, “a bovinocultura perdeu espaço, foi para áreas mais marginais” pontua o coordenador do Comitê Gestor do plano, Rodolpho Luiz Werneck Botelho. “Queremos melhorar o setor principalmente nessas áreas marginais, que têm produtividade menor.”

O investimento tenta corrigir uma dificuldade histórica do setor, aponta o diretor-técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz. Ele explica que as três principais etapas da produção são a cria, recria e engorda, sendo a primeira delas mais complexa. “A cria sempre foi o ‘patinho feio’, porque é a etapa mais trabalhosa e a que menos vende. Isso acabou criando um gargalo para a produção”, detalha. 

O fortalecimento da base tende a gerar um efeito dominó que pode chegar aos frigoríficos. “O estado precisa de um sistema de produção de bezerros. No longo prazo isso vai permitir um aumento do plantel e pode movimentar a indústria local”, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Paraná (Sindicarne) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. “Além de reter mais, precisamos ampliar o número de fêmeas”, acrescenta. Leia mais.

Fonte: FNP

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